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Eletrodomésticos classe A

Não basta apenas lançar eletrodomésticos com linhas arrojadas e preço competitivo. Fabricantes de produtos elétricos como GE, Esmaltec, Electrolux e ebm-papst estão competindo também no quesito eficiência energética.
Para ganhar a atenção dos consumidores, as empresas investem em pesquisa e na produção de itens mais econômicos, que prometem gastar até 50% menos energia do que similares do mercado.

A lista de novidades que funcionam com menos força inclui fogões, ventiladores industriais, geladeiras que evitam o constante abre-e-fecha de portas e até máquinas que lavam roupas em apenas um ciclo. Os conceitos de ecoeficiência também aparecem nas linhas de produção das marcas.

Na Esmaltec, 90% dos produtos do catálogo são considerados ecoeficientes, segundo a superintendente Annette Reeves de Castro. “O objetivo é aumentar essa participação para 95%, até 2013.” Um dos últimos lançamentos da marca que ganhou a classificação “A” em eficiência energética, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), foi uma lavadora de roupas, com seis quilos de capacidade. A classificação do Inmetro vai de “A” a “E”, sendo a “A” a mais elevada.

Em setembro, a fabricante vai apresentar um novo fogão de quatro e cinco queimadores. A maior parte dos componentes é reciclável e o produto já vem com o selo Conpet, do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e do Gás Natural, da Petrobrás. Há quase 50 anos no mercado, a Esmaltec tem fábrica no Ceará e também entrega bebedouros, refrigeradores, freezers e purificadores. Exporta para mais de 50 países.

Segundo Rafael Bonjorno, diretor de marketing de produto e inovação da Electrolux, mais de 50% dos investimentos anuais em novos itens são empregados em materiais e tecnologias mais sustentáveis. “Quase 100% dos nossos produtos têm eficiência energética classe “A””, diz. A empresa tem quatro fábricas no Brasil.

Um das linhas que apresentam alta economia energética é a de aparelhos de ar-condicionado nas capacidades de 9, 12, 18 e 22 mil BTUs, com classificação “A” em todos os modelos. “É capaz de economizar até 40% de energia, porque o compressor do produto trabalha com velocidade variável e menos potência.”

De acordo com Bonjorno, a Electrolux também se preocupa com a economia de gastos no processo produtivo das plantas. Mundialmente, a empresa já diminuiu o consumo de energia nas fábricas, escritórios e armazéns em 15%, ante 2008. A queda no consumo trouxe para o grupo uma economia anual de cerca de US$ 14 milhões.

No Brasil, para que a redução de recursos fosse feita em grande escala, a companhia repaginou procedimentos no chão de fábrica. A nanotecnologia foi adotada para o tratamento e pré-pintura de chapas metálicas, utilizadas em mercadorias da linha branca. A solução, segundo a empresa, tornou o processo das plantas brasileiras mais eficiente, com o corte de duas etapas na linha de produção, passando de oito para seis, além de diminuição de 70% no uso de água.

“A tendência é não ter apenas a eficiência energética “A” nos eletrodomésticos, mas desenvolver outras tecnologias que ajudem a preservar o ambiente”, diz a gerente de marketing da GE, Fernanda Afonso. Todos os produtos da marca possuem a classificação energética “A”, segundo a executiva.

Os próximos lançamentos serão máquinas que lavam roupas em apenas um ciclo, diminuindo o consumo de energia e água.

“Cada produto tem de ser mais eficiente do que o modelo já lançado”, diz Adriana Belmiro da Silva, diretora da ebm-papst. A multinacional alemã vende ventiladores para grandes sistemas de refrigeração que prometem 70% de economia no consumo de energia.

Fonte: Valor Econômico