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Rebaixamento de teto

Embora tenham efeito de embelezamento, o rebaixamento de teto e a sanca se diferem do roda teto por possibilitarem a implantação de projetos luminotécnicos, onde luminárias, fios e conduítes podem ser camuflados, enquanto que a moldura de teto, ou roda teto, serve apenas para dar o acabamento na junção da parede com o teto. Mas será que é possível fazer o rebaixamento de teto em todos os projetos? Para nos ajudar a entender melhor, contamos a ajuda da arquiteta Lilian Fajardo. Veja o que ela diz:
Se o pé direito (altura do piso ao teto) do ambiente permitir um rebaixamento com gesso acartonado, esta opção é melhor, pois proporciona várias possibilidades de cenas com plafons embutidos. Além disso, o gesso permite esconder a fiação elétrica, embutir o ar condicionado e ainda proporciona um conforto térmico e acústico.

Com relação à altura mínima do pé direito para instalar o forro de gesso, a arquiteta diz que é de 2,65m, considerando um rebaixo de 15cm e tendo um pé direito livre de 2,50m. Menos que isso, pode prejudicar a circulação do ar, causando uma sensação claustrofóbica, além de não ser permitido pela legislação vigente, alerta Lilian.

Uma opção para quem tem o pé direito baixo e quer valorizar o teto é o roda teto. O roda teto é um elemento tradicional que arremata o encontro da parede com o teto. Lilian Fajardo orienta que, após a colocação, é importante pintar o ambiente e, geralmente, a moldura acompanha a cor do teto.
As baguetes* (peças da moldura) com design reto, sem curvas ou abaulamentos, são tendência e deixam o decór mais contemporâneo. A dimensão do ambiente determina a largura da baguete, nos ambientes mais estreitos, opte por baguetes com largura máxima de 15cm, orienta a arquiteta.

A moldura de gesso rebuscada (cheias de detalhes) praticamente não está sendo mais utilizada, a não ser em casos específicos, para repor partes danificadas em construções antigas.
Hoje em dia, há novos materiais surgindo para a fabricação de molduras internas, externas e rosetas que substituem os materiais convencionais, como o gesso, a madeira e o cimento. A instalação é rápida, fácil e, por serem mais leves, não sobrecarregam a estrutura da obra. Para suportar as intempéries, as molduras externas são fabricadas em poliestireno. As rosetas, fabricadas em poliuretano ou poliestireno, substituem os elementos decorativos em gesso e dão acabamento na instalação de luminárias diretamente na laje.

Os apliques, em poliuretano, também são muito utilizados em paredes, principalmente nas decorações clássicas e provençais. O roda meio é muito usado nos quartos de bebê, contracenando com o papel de parede.Na escolha do rodapé, é importante levar em consideração a altura do pé direito, o tipo de piso e o estilo da decoração, a arquiteta lembra ainda que, além da estética, a função do rodapé é proteger a parede. Nos espaços mais amplos, o rodapé pode ser mais alto que o padrão, em torno de 15cm ou 20cm.

As opções são muitas e, a melhor delas, é contratar um arquiteto para fazer o projeto e auxiliar na escolha dos acabamentos. É melhor não arriscar, não é mesmo?!?

Fonte: www.revistamaisconstrucao.com.br